domingo, 5 de outubro de 2008

Fim de semana


Sexta-feira. Dia de pós. Muitos descontos no salário porque não dá pra trabalhar e viajar ao mesmo tempo.
Saio atrasada. Minha cidade é enorme e não tem ônibus pra Londrina. Meu pai me leva pra Ourinhos. Acende uma luz vermelha no painel (pra mim ia dar na mesma...acho q ia achar bonito o colorido). Mas ele parou o carro...saía fumaça...
Graças a Deus tinha um galão de água lá atrás...mas não é que ela ia embora rapidinho?
Andamos, paramos...conhecem o Rio Pardo?? Ele foi muito útil, apesar de meu pai ter escorregado e caído...
Paramos, andamos...andamos, paramos...
Cheguei na rodoviária, mas a moça da Garcia disse: "Acabou de sair".
Tá né, vamos arrumar o carro então...(era o radiador viu gente...mas tô até agora pensando como o moço sabe a diferença entre um monte de peça tudo igual!). Não dava tempo...precisava voltar pra rodoviária...e não é que tinha uma Biz? Fui de Biz, com uma mala na mão e a pasta da pós...O ônibus atrasou 20 minutos...
Na estrada, parou...aiaiai
Tinha um acidente e ficamos parados pelo menos mais meia hora...
Já em Londrina, não dava tempo de nada...peguei um ônibus para o terminal...do terminal peguei outro pra UEL...de mala, claro!
Mas não é que consegui discutir como dados, informação e conhecimento se aplicam na organização???

Ufa...
Boa noite gente!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

FECHADO

O caixa está fechado. A história não é engraçada. E também não é história, é fato. Infelizmente.
28 de setembro. Domingo ensolarado...de muita dor.
Ela tinha 26 anos. Era bonita, alegre, inteligente...mas uma festa, um namorado alcoolizado e uma árvore fizeram separação entre a vida e a morte.
Amigos de colégio, parentes, muita gente...pena estarem reunidos por um motivo tão triste!
Faltou o cinto, faltou responsabilidade. Mas cabe a quem julgar alguém?
Fica agora a imensa saudade e a esperança de que outros tenham consciência de que a vida não é de brinquedo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

CD ou DVD?


45 anos aparentemente. Baixo. Moreno escuro. Cara invocada. Chega no caixa, coloca o carnê delicadamente no balcão e diz (pra ele mesmo): "Quero pagar isso aqui"! A moça, muito educada, passa no leitor, autentica e cobra. Ele dá um cheque. Ela pergunta: "De quem é o cheque?" Ele diz: "Sei lá". "Desculpe, mas não aceitamos cheque de terceiros" (existe um papel muito claro pregado em frente, mas vai que ele não sabe ler!). Ele bate, rodopia, pula, grita, xinga (verdade). Ela não discute, não responde. Ele berra e chama a atenção da empresa toda. Ela chora. Ele vê a fragilidade dela e piora: "Agora fica aí se fazendo de tonta!" A coisa ficou feia. A patroa pega o carnê, cancela tudo, risca e escreve em letras garrafais: Autenticação cancelada.
Mais tarde ficam sabendo: ele é barraqueiro de carteirinha, aplica golpes de cego, tinha uma barraquinha de camelô (que fechou por falta de educação nata) e sai de casa predestinado a brigar com alguém.

Domingo de manhã. Estacionamento do supermercado. Uma cabeça no vidro: "CD ou DVD?"
45 anos aparentemente. Baixo. Moreno escuro. Cara invocada...
"Não, muito obrigada!"